Terça-feira, Fevereiro 21, 2006

ATRIZ

Nua cavalgavas na tela iluminada
E no escuro da sala eu quis ser tua montaria.

Poema de Francisco Sobreira em Luzes da Cidade


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Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006

carnê

não acredito em amor à primeira vista
aliás não acredito em amor à vista
só a prazo
e sem juras

Poema de Camilo Rosa, em papel passado


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Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006

Portrait

Nada sei.
Mas tateio palavra como quem cata brinco no escuro.
Não perco a procura de vista.
Invento saltos
Pulo rimas
E jogo.

Poema de Diana-Dru em Alumiada



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Sábado, Fevereiro 04, 2006

POEMA
o cheiro suculento da pinha
infância que se memória
abre-se para o canto das pedras
sob as chuvas de fevereiro e caicó.
fruticorpo orgasmo,
a pinha
se oferece à boca lenta e atenta
com seu aroma raro
seu aroma claro
e um branco de auroras arrependidas,
assim: a pinha.

Poema de Moacy Cirne em Balaio Vermelho


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